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Criptografia: a grande aliada da segurança digital

Criptografia: a grande aliada da segurança digital

julho 31, 2018

Cripto o quê?

Criptografia. Do grego kryptós, escondido, e gráphein, grafia. Trocando em miúdos, “grafia escondida”. É a ciência de escrever utilizando linguagem cifrada, de modo que apenas o emissor e o destinatário da mensagem possam entendê-la. A criptografia está presente no nosso cotidiano de várias formas. Ela é usada sempre que é necessário garantir a segurança das informações, sendo bastante utilizada na área de tecnologia.

A Criptografia não nasceu ontem

Parece novo, não é? Mas nem tanto. O uso de mensagens cifradas já era feito no Egito Antigo, cerca de 1900 a.C.. A criptografia veio sendo usada desde então pelos hebreus e romanos. Foi utilizada na Idade Média até chegar à Era Moderna. Já no século XX, máquinas começaram a ser utilizadas na criptografia.

Ela já era utilizada por governos para evitar que informações fossem vazadas e caíssem em mãos erradas. Todavia, ela foi crucial para o desenvolvimento de estratégias militares. Nesse período, os alemães criaram a máquina Enigma, que cifrava as mensagens de tal forma que era impossível decifrá-las com os equipamentos já existentes. Mesmo que interceptadas, as mensagens não conseguiam ser desvendadas, fazendo com que as tropas alemãs avançassem cada vez mais.

Alan Turing e sua equipe foram os responsáveis por decifrar as mensagens que o Enigma codificava. Eles construíram uma máquina capaz de desvendá-las, permitindo que a Inglaterra e os demais países aliados ganhassem a guerra. Essa história foi mostrada no filme “O Jogo da Imitação” (Diamond Films, 2014), que conta a história de Turing, considerado o pai da computação. Depois desse evento, a criptografia avançou cada vez mais, tornando-se mais complexa e sofisticada, acompanhando a revolução tecnológica que se seguiria nas próximas décadas.

Apesar de seu refinamento, o princípio continua o mesmo: codificar mensagens para que apenas as pessoas corretas possam ter acesso. O que mudou foi a forma como isso é feito.

A atual criptografia

A criptografia funciona com o uso de um par de chaves. A chave do emissor criptografa a mensagem e a envia para um determinado destinatário. A mensagem é criptografada utilizando um sistema de algoritmos matemáticos. Eles cifram a mensagem de modo que só pessoas específicas podem acessá-la. Caso alguém tente decodificar, mas não possuir a chave certa, a pessoa não será capaz de entender o que está na mensagem. Para que possa ser lida, quem a recebeu deve utilizar a chave certa para conseguir acessá-la.

Existem duas formas de criptografia: criptografia de chave simétrica e criptografia de chave assimétrica.

Criptografia Simétrica

A criptografia de chave simétrica é também conhecida como chave única ou secreta. Nesse método, a mesma chave é utilizada para codificar e descodificar informações, assegurando que ela se mantenha confidencial. Em caso de envolver mais pessoas ou equipamentos diferentes, é importante que ela esteja já combinada entre todos, utilizando um canal de comunicação seguro para que ela não seja comprometida.

Esse método é de grande vantagem quando existe a necessidade de proteger uma grande quantidade de informações, já que é mais rápido. Mas há suas desvantagens quando precisamos do compartilhamento de informações. Além de um canal de comunicação seguro para o seu compartilhamento, fica difícil administrar uma enorme quantidade de chaves, já que cada destinatário deve possuir uma.

Criptografia Assimétrica

A criptografia assimétrica é mais indicada nesses casos, tendo em vista que não há a necessidade de que cada pessoa com quem deseja se comunicar tenha a mesma chave, dispensando o uso de um canal seguro de comunicação para que seja compartilhada. Isso acontece devido à utilização de duas chaves diferentes para codificar e decodificar as informações. Há uma chave pública e uma chave privada.

A primeira pode ser divulgada. Já a segunda deve ser mantida em segredo. Caso a informação seja cifrada com uma delas, só a outra poderá ter acesso ao conteúdo. A chave que deverá ser utilizada depende do nível de confidencialidade desejado, mas sempre com a possibilidade de autenticá-la, mantendo sua integridade e garantindo o não-repúdio. Essa chave privada pode ser armazenada de várias formas, como um arquivo de computador, um smartcard ou um token.

Criptografia e o certificado digital

A certificação digital, no Brasil, utiliza a criptografia assimétrica para garantir a segurança das informações.

Todo certificado digital é composto por um par de chaves: uma chave pública e uma chave privada. Esse par de chaves é gerado durante a validação do certificado digital. Ao serem geradas, elas podem ser armazenadas no computador, que é o caso do certificado digital A1, ou em um dispositivo de segurança, que é o certificado do tipo A3.

No Brasil, o órgão responsável por fazer a regulamentação da certificação digital é o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). A estrutura é centralizada na Autoridade Certificadora Raiz (AC Raiz). Ela também é verticalizada, já que a AC Raiz emite certificado para as Autoridades Certificadoras e elas emitem para os clientes finais.

O par de chaves criptográficas do certificado digital identifica o usuário na rede, seja ele uma pessoa física ou uma pessoa jurídica. Por isso, o certificado digital pode ser tido como um documento eletrônico. Simultaneamente, é possível construir um sistema de segurança baseado em criptografia utilizando-o como chave de entrada. Como ele é um documento, é possível identificar e autenticar quem acessará a determinados arquivos e informações. Caso a pessoa não seja o destinatário dessa informação, mesmo utilizando um certificado digital, ela não será capaz de acessá-la.

Assim, podemos ver que a cifragem de mensagens não é algo novo. A criptografia tem nos acompanhado há bastante tempo. Atualmente, ela está mais desenvolvida e complexa, de modo a garantir a confidencialidade das informações e a autenticidade de usuários na rede. Não há dúvidas de que ela irá se tornar mais complexa ao longo do tempo, mas também não há dúvidas que essa complexidade irá torná-la melhor e mais segura para quem a utiliza.

Com informações de: Cert.br
Fonte da Imagem: Pixabay

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